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Archive for outubro, 2009

A Fundación Centro de Estudos Brasileiros (Funceb), em Buenos Aires, enviando convite para o Ciclo Cultural de novembro, com a exposição “Sabores, sonidos y cordel/ Sons, Sabores e Cordel”. A mostra será inaugurada às 19h, do dia 3 e permanecerá até 10 de dezembro, seguindo abertas à visitação de segunda a sexta-feira, de 9hs a 21hs. Aos sábados, das 9 às 12 hs.
Composta por gravuras do artista e do cordelista pernambucano J. Borges, e por uma instalação de Cordel – literatura típica do Nordeste brasileiro -, a exposição traz a Buenos Aires um pouco o universo cultural do nordestino: a vida no campo, a bravura dos cangaceiros, os mistérios, o amor, os crimes e a corrupção, a religiosidade, estão refletidos na xilografia popular, que, por sua vez, são traduzidos no Cordel.
A proposta da amostra é refletir sobre a grande importância que tem a literatura de Cordel para a região nordestina do Brasil. A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos, expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome. Segundo o wikipedia, a prática vem de Portugal, que já tinha a tradição de pendurar folhetos em barbantes.
No Nordeste do Brasil, o Cordel pode ser ou não estar exposto em barbantes. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.
A entrada é gratuita e a Funceb está na calle (rua) Esmeralda, 969. Seguramente, pode solicitar que sua agência de viagem inclua o local no seu city tour por Buenos Aires.
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  • Com um clique, um cidadão chileno poderá pagar a fatura do cartão de crédito por meio de uma câmara de compensação eletrônica estabelecida no Brasil, mais especificamente em São Paulo. Ou, sempre com passagem virtual pelo território paulista, um pai mexicano vai pagar a escola de seu filho, uma senhora argentina liquidará sua conta de TV a cabo, um professor colombiano acertará a prestação imobiliária.
    Esse tipo de integração continental, por meio de um único sistema de compensação de títulos, está nos planos da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e de seu braço tecnológico, a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP).
    Assim, São Paulo – cuja população ( 33,069,900 habitantes) é quase igual a uma Argentina inteira (39.745.613) – poderá ser transformado no futuro na central de compensação de pagamentos bancários na América do Sul. A intenção é utilizar a tecnologia brasileira para promover melhorias no sistema financeiro de países como Argentina, Chile, Colômbia e México e centralizar fluxo de cobranças e pagamentos em território paulista.
    A possibilidade de integração com os sistemas da Argentina, Chile, Colômbia e México é um plano de médio e longo prazos, mas efetivamente está no horizonte da CIP. Pelos serviços prestados às instituições financeiras desses países, a empresa que pertence aos grandes bancos brasileiros cobraria tarifas por boletos compensados. Aos milhões.
    Por enquanto, as conversas são informais, mas a repercussão internacional alcançada pela implantação sem atropelos do DDA pode ter a capacidade de acelerar os entendimentos.
    Fonte: Agencia Estado

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  • E Carlinhos Brown olhou para a América Latina


    Olhando a edição argentina da revista Rollings Stones vi Carlinhos Brown logo de capa! Surpresa! a revista anunciava os shows do cantor, compositor e agitador cultural brasileiro na Argentina e no Uruguai ainda para este mês de outubro.

    Baiano, de um reconhecimento porreta na Europa, Carlinhos Brown (Antonio Carlos Santos de Freitas) agenda shows pela América Latina, em Buenos Aires (dia 29) e Montevídeo (dia 31). E lendo a matéria, recordei do dia em que tive a honra e alegria de conhecê-lo, pessoalmente, no Aeroporto Internacional de Garulhos, em São Paulo.

    Era novembro do ano passado. Na nossa rápida e agradável conversa dentro do vôo da Gol, lembro de ter relatado a ele, com entusiasmo, o quanto ele era querido por muitos em Buenos Aires. Aliás, recente, tinha visto El Milagro de Candeal, em companhia de amigos portenhos, que eram pura festa!

    Realmente, fiquei muito feliz com a agenda latinoamericana de Brown. Para mim, sempre me surpreendia o fato de que nossos bons nomes da música, dança e cultura em geral não sejam tão frequentes no caminho do mercosul, mesmo sendo apreciados e consumidos (opa! Tô falando de seus produtos culturais!) em países como o Chile, o uruguai e a Argentina.

    Carlinho Brown, por exemplo, é um dos nomes brasileiros de importante reconhecimento internacional. Na sua página no Wikipédia, registra-se que, desde os tempos da Timbalada, ele é figura constante em shows e turnês pela Europa. Verdade é que Brown é um dos artistas mais populares e respeitados em boa parte do mundo, com destaque especial na Espanha, França, Itália e Alemanha.

    O reconhecimento do trabalho de Carlinhos Brown também pode ser mensurado pela realização do filme-documentário El Milagro de Candeal, do cineasta espanhol Fernando Trueba. O filme, de 2004, retrata a comunidade do Candeal, em Salvador, a partir do olhar do músico cubano Bebo Valdés, em sua primeira visita à Bahia, aos 83 anos, e seu encontro musical com Brown. No mesmo ano, foi lançada a trilha sonora do filme, com 13 músicas compostas ou adaptadas pelo cantor baiano. O filme ganhou o Prêmio Goya 2005, na Espanha, por Melhor Canção Original (“Zambie Mameto”).

    E, nos estúdios de Hollywood (USA), Carlinhos fez participação no filme “Velocidade Máxima 2″, pra quem não atentou, fazendo um show para os convidados do cruzeiro no qual passa a trama do filme.

    Pela sua trajetória de engajamento com as questões sociais, Carlinhos Brown já recebeu diversos prêmios internacionais, a exemplo do “12 meses, 12 causas”, prêmio promovido pelo Telecinco, mais importante canal de TV espanhol, em 2008.

    Agora, o olhar de Carlinhos está voltado para a Ámerica Latina. E, com certeza, será entusiasticamente ovacionado por esta nova rota traçada. Que os argentinos e os uruguaios (e os brasileiros de todas as partes que vivem nesses dois países) possam cair no ritmo baiano, com sotaque ou sem sotaque!

    Para quem vai agendar, os ingressos estão à venda no http://www.ticketek.com.ar. Ao irmão Brown, muchas gracias pelo autógrafo e muito axé!

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  • A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, abre inscrições para projetos culturais que visam obter benefícios da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Podem se inscrever projetos dos setores de Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Literatura, Música e Patrimônio / Memória / Identidades Culturais. A apresentação do projeto, bem como todos os documentos exigidos em edital devem ser entregues pessoalmente ou por sedex, do dia 16 de outubro a 16 de novembro – 2009, na sede da FMC, Rua Sapucaí, nº 571 / 5º Andar – Bairro Floresta, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.
    Os projetos podem ser inscritos em duas modalidades: Incentivo Fiscal (IF), no qual a Prefeitura pratica a renúncia fiscal em até 20% do ISSQN, incentivando parcerias entre empresas privadas e setor cultural, e Fundo de Projetos Culturais (FPC), destinado a projetos experimentais, sem apelo comercial. Cada empreendedor pode inscrever até dois projetos, devendo optar pela modalidade desejada. O mesmo trabalho não poderá ser apresentado nas duas modalidades.
    Todos os projetos devem apresentar uma proposta de contrapartida sociocultural, uma ação a ser desenvolvida pelos seus realizadores como forma de retorno ao apoio financeiro recebido. A proposta deve estar relacionada à descentralização cultural e/ou à universalização e democratização do acesso a bens culturais, e seus custos não podem estar incluídos no orçamento do projeto.
    Após as inscrições, os projetos passarão por três etapas de seleção. Primeiramente será feita uma análise documental de responsabilidade da Assessoria da LMIC, sobre a conformidade dos projetos quanto aos documentos exigidos no edital. Em seguida, os projetos habilitados passarão por uma consulta de especialistas dos setores culturais, que irá subsidiar os trabalhos a avaliação da Comissão Municipal de Incentivo à Cultura (CMIC). A avaliação final é feita pelos membros do CMIC, que têm como finalidade aprovar e definir os recursos a serem destinados aos projetos. Os trabalhos serão analisados quanto à consistência, enquadramento de modalidade, exequibidade, impacto cultural e efeito multiplicador do projeto.
    Lei Municipal de Incentivo à Cultura
    Em seus 15 anos de funcionamento, a Lei Municipal de Incentivo à Cultura (LMIC) tornou-se um instrumento imprescindível para o desenvolvimento da produção artístico-cultural de Belo Horizonte. Durante esses anos, cerca de 2.000 projetos foram beneficiados, totalizando 70 milhões de reais, permitindo a realização de trabalhos de diversos artistas e produtores de todas as áreas do fazer artístico, descentralizados nas noves regionais da cidade.
    Tendo sua legislação originária de 1993, a LMIC, até os dias de hoje, é um consistente referencial para outras leis de incentivo vigentes no país. Pois é a única que preserva a distribuição de seus recursos na proporção de 60% para os mecanismos Fundo de Projetos Culturais (FPC) e de 40% para o Incentivo Fiscal (IF), o que garante uma maior democratização do acesso aos seus benefícios e agilidade na produção dos projetos.
    Mais informações: Lei Municipal de Incentivo à Cultura: (31) 3277-4640
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